
Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Miriam Batucada & Edy Star - Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971)


Após gravar o disco Raulzito e os Panteras, Raul Seixas havia desistido de ser cantor e terminou a faculdade de direito, mas não conseguiu ficar longe da música. Foi trabalhar como produtor musical na CBS. Mas quando um rapaz magricelo chegou na gravadora para mostrar suas composições, Raul logo viu que o rapaz tinha talento e contratou-o para compor músicas para compactos de outros artistas.
Este artista era Sergio Sampaio. Após produzir vários compactos de Sergio Sampaio e outros artistas como Trio Ternura cantando músicas de Sampaio.Raul aproveitou a viagem do diretor da gravadora para lançar um disco inovador. Este disco é a Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez e foi lançado em 1971. Mas quando o diretor da gravadora voltou de viagem, recolheu das lojas todas as cópias do disco.O disco ficou anos perdido nos arquivos da CBS para ser relançado direto em CD para uma geração de fãs. O lançamento não-autorizado do disco causou a demissão de Raul da CBS, e graças a este disco Raul recebeu o incentivo que faltava para retomar sua carreira de artista.
Segundo os testemunhos da época, Raul chamou até o porteiro do prédio da CBS para participar das gravações, que ocorreram num tom de festa. Para as gravações deste disco, Raul Seixas e Sergio Sampaio decidiram que teriam de ter mais parceiros. Uma voz feminina e mais um cantor foram selecionados, Miriam Batucada fazia sucesso nas suas apresentações na televisão, onde mostrava maestria batucando numa caixinha de fósforos e demonstrando uma malandragem carioca bastante peculiar. Seu contraponto seria uma figura folclórica do Rio de Janeiro da época, Edy Star.
Ele era um cantor de boate, afetadíssimo, que se apresentava entre plumas e paetês.A única canção regravada, anos mais tarde, por Raul Seixas, foi Sessão das dez, que fora interpretada por Edy Star. Gilberto Gil fez a canção Edith Cooper baseada em Edy, que anos depois lançou um disco solo sem repercussão alguma. Miriam Batucada também lançou compactos e um disco solo, sem nenhum alcance na mídia. Sergio Sampaio se transformara na grande promessa da música popular com sua canção Eu quero é botar meu bloco na rua, mas não agüentou a pressão do sucesso e morreu no ostracismo. Raul Seixas firmou uma carreira de sucessos, mas nunca repetiu a irreverência deste disco.
01- Êta vida (Raul Seixas - Sergio Sampaio)
02- Sessão das 10 (Raul Seixas)
03- Eu vou botar pra ferver (Raul Seixas)
04- Eu acho graça (Sergio Sampaio)
05- Chorinho inconseqüente (Erivaldo Santos - Sergio Sampaio)
06- Quero ir (Raul Seixas - Sergio Sampaio)
07- Soul tabarôa (Jocafi - Antônio Carlos)
08- Todo mundo está feliz (Sergio Sampaio)
09- Aos trancos e barrancos (Raul Seixas)
10- Eu não quero dizer nada (Sergio Sampaio)
11- Dr. Paxeco (Raul Seixas)
12- Finale (Vinheta)
02- Sessão das 10 (Raul Seixas)
03- Eu vou botar pra ferver (Raul Seixas)
04- Eu acho graça (Sergio Sampaio)
05- Chorinho inconseqüente (Erivaldo Santos - Sergio Sampaio)
06- Quero ir (Raul Seixas - Sergio Sampaio)
07- Soul tabarôa (Jocafi - Antônio Carlos)
08- Todo mundo está feliz (Sergio Sampaio)
09- Aos trancos e barrancos (Raul Seixas)
10- Eu não quero dizer nada (Sergio Sampaio)
11- Dr. Paxeco (Raul Seixas)
12- Finale (Vinheta)
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Raul Seixas & Marcelo Nova - A Panela do Diabo (1989)

Lançado dois dias antes da morte de Raul, esse disco, feito em parceria com o também baiano Marcelo Nova, marca o fim de uma trajetória roquenrou, que após o grande sucesso, termina na melancolia da sarjeta fonográfica brasileira.
A Panela do Diabo abre com Rauzito e Marceleza cantando juntos Be-bop-a-lula, uma vinheta em inglês composta por Vincent e Davis. Mas logo na seqüência a parceria baiana da as caras em Rock’n’roll, uma verdadeira canção de amor ao rock, onde ambos contam suas histórias e terminam com a declaração “...sinos da morte ainda não bateram para mim, e até chegar a minha hora eu vou com ele até o fim”.
Na música Século XXI, eles demonstram o descontentamento com o destino e o fim injusto que Raul estava seguindo. “Se você correu, correu tanto e não chegou a lugar nenhum. Baby, bem-vindo ao século XXI”.
Esse álbum também registrou a clássica balada Quando eu morri, escrita por Marcelo Nova e que ele mesmo canta sobre as dificuldades e ironias da vida. E a não menos importante Pastor João e a igreja invisível, uma crítica direta ao falso messianismo e o oportunismo sobre os fiéis.
De todas as músicas a Banquete de lixo é a que mais representa o que Raul vivia no momento. “O hoje é apenas um furo no futuro, por onde o passado começa a jorrar. E eu aqui isolado, onde nada é perdoado, vi o fim chamando o princípio pra poderem se encontrar... Muitas mulheres eu amei e com tantas me casei, mas agora é Raul Seixas que Raul vai encarar... E assim torto de verdade com amor e com maldade um abraço e até outra vez”.
Se hoje Raul é o personagem que atrai milhares de pessoas todos os anos, em 21 de agosto, no centro da cidade de São Paulo, com certeza não foi o mesmo que gravou a Panela do Diabo em 1989. Na época, esquecido e apoiado apenas pelo amigo Marcelo Nova, deixou sua última obra como o registro de seu final nada feliz.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)









